
São
Sebastião nasceu em Milão, na Itália, de acordo com
Santo Ambrósio, por volta do século III, embora haja
versões de que tenha nascido em Narbonne, na França.
Pertencente a uma família cristã, foi batizado em
criança. Mais tarde, tomou a decisão de engajar-se
nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um
dos oficiais prediletos do Imperador Diocleciano.
Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto
e ativo. Fazia de tudo para ajudar os irmãos na fé,
procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e
aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu
converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o
governador de Roma, Cromácio, e seu filho, Tibúrcio,
foram convertidos por ele.
Em certa ocasião, Sebastião foi denunciado, pois
estava contrariando o seu dever de oficial da lei.
Teve, então, que comparecer ante o imperador para
dar satisfações sobre o seu procedimento.
Diante do Imperador, Sebastião não negou a sua fé
e foi condenado à morte, sem direito à apelação.
Amarrado a um tronco, foi varado por flechas, na
presença da guarda pretoriana. No entanto, uma viúva
chamada Irene retirou as flechas do peito de
Sebastião e o tratou.
Assim que se recuperou, demonstrando muita
coragem, se apresentou novamente diante do
Imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas
contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado.
Perplexo com tamanha ousadia, Diocleciano ordenou
que os guardas o açoitassem até a morte. O fato
ocorreu no dia 20 de janeiro de 288.
São Sebastião é um santo muito popular e
padroeiro do município do Rio de Janeiro, dando seu
nome à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Reza a lenda que, na batalha final que expulsou os
franceses que ocupavam o Rio, São Sebastião foi
visto de espada na mão entre os portugueses,
mamelucos e índios, lutando contra os franceses
calvinistas.
Além disso, o dia da batalha coincidiu com o dia
do santo, celebrado em 20 de janeiro. São Sebastião
é o protetor da humanidade contra a fome, a peste e
a guerra.
Na Umbanda, São Sebastião corresponde a
Oxóssi
Oxóssi é o orixá masculino iorubá responsável pela
fundamental atividade da caça. Por isso na África é
também cultuado como Ode, que significa caçador.
No
Brasil, o orixá tem grande prestígio e força
popular, além de um grande número de filhos,
recebendo o título de Rei das Matas. Seus símbolos
são ligados à caça: no candomblé, tem um ou dois
chifres de búfalo dependurados na cintura. Na mão,
usa o eruquerê (eiru), que são pelos de rabo de boi
presos numa bainha de couro enfeitada com búzios.
O filho de Oxóssi apresenta arquetipicamente as
características atribuídas ao orixá. Representa o
homem impondo sua marca sobre o mundo selvagem, nele
intervindo para sobreviver, mas sem o alterar.
Oxóssi desconhece a agricultura, não muda o solo
para plantar, apenas recolhendo o que pode ser
imediatamente consumido: a caça.
No tipo psicológico a ele identificado, o resultado
dessa atividade é o conceito de forte independência
e de extrema capacidade de ruptura, o afastar-se de
casa e da aldeia para se embrenhar na mata a fim de
caçar.
Geralmente Oxóssi é associado às pessoas joviais,
rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente.
Tem portanto, grande capacidade de concentração e de
atenção, aliada à firme determinação de alcançar
seus objetivos e a paciência para aguardar o momento
correto para agir. Buscam preferencialmente
trabalhos e funções que possam ser desempenhados de
maneira independente, sem ajuda nem participação de
muita gente, não gostando do trabalho em equipe. Ao
mesmo tempo, é marcado por um forte sentido de dever
e de uma grande noção de responsabilidade. Afinal, é
sobre ele que recai o peso do sustento da tribo.
Fonte:
Os Orixás, Editora Três